segunda-feira, 17 de abril de 2017

RELEMBRANDO ........ O Vigilante

Ao contrário de Brenda Starr, o Vigilante, foi um herói bastante conhecido no Brasil, aparecendo regularmente em revistas de quadrinhos da Rio Gráfica Editora e da EBAL. Na verdade, o Vigilante (Greg Sanders, que além de cantor de rodeios, manejava também um laço com maestria) era um cowboy justiceiro, que em lugar de um cavalo, montava numa motocicleta, com um lenço cobrindo-lhe o rosto e lutava ao lado da lei e da ordem.



Surgiu pela primeira vez no número 42, da publicação "Action Comics", em novembro de 1.941, com argumentos de Mort Weisinger e desenhos de Mort Meskin. Depois passou a ser argumentada por Mort Norton e desenhada por Carley e Jerry Robinson.Virou seriado de 15 capítulos,em 1.947, com o ator Ralph Byrd no papel de herói, ficando novamente Wallace W. Fox, incumbido da direção. Ao ator George Offerman Jr.,foi confiado o papel de "Stuff", que a exermplo do que acontecia nas histórias em quadrinhos,era seu jovem comparsa de aventuras.

RELEMBRANDO ..... Quadrinhos no Brasil

A primeira revista infantil no nosso país,inteiramente ilustrada foi Tico Tico,em 1.905, já em cores. Um sucesso. Antes, diversas revistas ilustradas traziam charges políticas e críticas de costumes , com precursores dos quadrinhos, e suas "histórias ilustradas", iniciadas na Suiça em 1.827, por Rudolph Töpffer. Alguns ilustradores se destacaram, na época, como o italiano radicado no mundo nas "Histórias Ilustradas" desde 1.867. J.Carlos foi um dos maiores ilustradores nacionais, militando em diversas áreas : historietas, capas, ilustrações, vinhetas, charges, cartoons, caricaturas, em diversas revistas desse período, notadamente em "O Malho ", editora proprietária do "O Tico Tico ".



Jornal da infância pode ser considerada a precursora, de 1.898, porém, era pobre, em preto e branco, e durou apenas quatro meses. Em 1.929, o jornal paulista A Gazeta lançou uma revista em formato tablóide (meio jornal), com historietas, destacando-se o desenhista Messias de Mello, vindo de " O Tico Tico ". A publicação cessou e voltou em, 1.934, tornou a suspender e voltar em 1.947, até seu fim definitivo como A Gazeta Juvenil. A grande reviravolta se deu em 1.934,com o Suplemento Juvenil de Adolfo Aizen, lançando em formato tablóide,tiras diárias e capítulos domingueiros em cores dos personagens norte-americanos.



 
Seguiu-se Mirim, O Lobinho e outras publicações com grande impacto na juventude. Eram os anos dourados dos quadrinhos made in USA. O dono do jornal "O Globo", imitou Aizen e editou O Globo Juvenil, moldado no Suplemento. E, imitando Mirim, lançou Gibi. O nome se popularizou tanto que virou sinônimo de revista em quadrinhos, em nosso país. Diversas outras editoras lançaram revistinhas, animados com a repercussão do gênero.



Correio Universal, Jornalzinho, Estrela, Sesinho, Vida Infantil, e principalmente, O Gury, de outro capitão da mídia, Assis Chateaubriand, editor de O Cruzeiro. Os jornais começaram a publicar tiras e suplementos grátis coloridos aos domingos. Mas as revistas lideravam. Em 1.945, Aizen cria a EBAL, editando super-heróis. Chegava, nos tempos áureos, a lançar suas revistas por dia.



Na década de 50, em São Paulo, a editora La Selva acerta com revistas de terror e cria uma plêiade de pequenas editoras-gráficas como Taika, J S, Outubro, Continental e depois GEP , Bentivegna, Saber, Fittipaldi,Victor Civita traz os diretores de Walt Disney para o Brasil, iniciando como Pato Donald, Mickey e Zé Carioca, seu império, um dos maiores grupos editoriais do país.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

RELEMBRANDO ... Terry e os Piratas

Milton Caniff já havia deixado a série Dickie Dare nas mãos de Odim, quando a 18 de outubro de 1.934, o Chicago Tribune, anunciava o lançamento de uma nova série : Terry e os Piratas, esta que viria a ser uma das mais lidas e estudadas das histórias em quadrinhos de todo mundo.



Inicialmente, o jovem Terry recebe como herança de seu avô, o mapa de uma mina perdida, localizada na China. De acôrdo com o próprio Caniff, a China, apesar de não conhece-la, é um lugar onde tudo pode acontecer. A partir daí, as aventuras de Terry se desenrolam dentro de um clima misterioso, entre traficantes de ópio, ladrões e malfeitores de toda espécie.



Desenvolvendo um estilo muito pessoal, trabalhando o claro-escuro a pincel e com um enquadramento cinematográfico, Caniff tornar-se-ia um dos maiores desenhistas de histórias em quadrinhos. Em 1.941, quando a série já era muito conhecida, inclusive por suas famosas vilãs, como Burma, Madame e Dragão e outras, Caniff engaja o herói na Força Aérea, lutando na Guerra em defesa dos Estados Unidos, (desde 1.937,Terry era a favor dos chineses contra o invasor japonês).



Sua preocupação em documentar com fidelidade os barcos de junco, as paisagens, as armas de guerra, o fardamento dos soldados, fez com que o departamento de Estado encomendasse uma série especial para as Forças Armadas na Guerra. Assim, nascia a série Male Call, com a figura de Miss Lage, uma pin-up bem americana,que tinha como principal objetivo elevar o moral das tropas americanas no front, e de os soldados diziam :" essa garota é como a boneca de todos os GIS". Em 1.946, após a guerra, Milton Caniff deixaria Terry nas mãos de George Wunder, que derivaria para um campo eminente/inicial.Caniff,então se dedicaria a Steve Canyon, a partir desta data.

domingo, 9 de abril de 2017

RELEMBRANDO ....... "As fascinantes Histórias em Quadrinhos "​

O gênero de aventuras também obteve exito, quando Harold R. Foster , começou a ilustrar as peripécias de Tarzan. Posteriormente, Foster aumentou o interesse pela aventura, com a sua série, magnificamente ilustrada sobre o Príncipe Valente. Hoje, restam poucos setores que não estejam explorados pelas histórias em quadrinhos. Os detetives, Nick Holmes, Dick Tracy e Kerry Drake combatem o crime, Steve Canyon, Buz Saweyer, Super Homem e Terry Lee ( de Terry e os Piratas ) lutam contra o mal, onde quer que o encontrem, Flash Gordon e Buck Rogers exploram o espaço cósmico, em viagens que ultrapassam os sonhos dos astronautas.



Três das séries mais populares, tomando-se por base o número de jornais em que aparecem são : Belinha, que versa sobre uma esposa maluquinha e Alarico, seu marido dominado, Recruta Zero o soldado mais preguiçoso do mundo , e Peanuts,que apresenta um grupo de garotos e um cachorro, cujos devaneios incluem o de ser um piloto aviador da Primeira Guerra Mundial.



Conscientes do alcance e da força das histórias em quadrinhos, o governo e os orgãos destinados a várias causas meritórias, muitas vezes lançam mão das histórias para ajudar essas causas. Houve heróis de quadrinhos que se lançaram em combate durante a Segunda Guerra Mundial, e uma preleção feita num jornal de domingo, do Coronel Flip Corkin, de Terry e os Piratas, para o Tenente Terry Lee, sobre a importância do trabalho em equipe na Força Aérea foi considerada digna de ser transcrita no Diário do Congresso norte-americano.  Hoje, os quadrinhos se prestam a tudo, desde o combate a poluição, até a divulgação das zonas postais.



Os aficcionados dos quadrinhos são veementes quanto as suas preferências e desafetos. Ninguém parece se incomodar que o tempo nos quadrinhos passe ou permaneça estacionário, conforme a veneta do criador. Aninha não envelheceu um só dia, em mais de 47 anos , mas Skeezix fez-se homem, desde o dia que foi encontrado á porta do tio Walt e tem até filhos. Os filhos de Belinha levaram mais de 30 anos para chegar a adolescência.



Qual será o futuro das histórias em quadrinhos? Os observadores notam que, fiéis a sua habilidade de acompanharem a marcha dos tempos, os quadrinhos estão dando papéis de maior importância aos negros, como por exemplo, o tenente Flap, em Recruta Zero, e uma nova série, Dateline Danger (compromisso: Perigo), tem dois reporteres,um branco e outro negro. Duas outras séries atualmente,apresentam negros : Friday Foster e Luther. O humor requintado, como o de AC e The Wizard of Id, conquista continuamente novos admiradores. É claro que os leitores que procuram diariamente os quadrinhos, estão a espera de que esses amigos íntimos que lá encontram existam para sempre.

Obras Esquecidas ..... Tesouros Perdidos

Talvez comente o óbvio, aquilo que todo leitor de quadrinhos deve saber. Mas gastar umas linhas a mais para explicar, o presumivelmente já sabido, a ninguém fará mal ou enfadará. Existem as histórias em quadrinhos feitas especialmente para tiras diárias e páginas dominicais de jornais e existem também aquelas visando as revistas, os chamados comic books. Diferenças há entre esses dois tipos de produção, diferenças muitas vezes marcantes. Mas não me cabe aqui comentar o fato, minodenciar onde residem as tais diferenças. O assunto de hoje é outro. Uma pergunta em que ponto os comics books, as revistas levam vantagem sobre o material de jornal ? Seria na qualidade ?

O leitor mais esclarecido logo perceberia que não é em qualidade. Seria no elenco de personagens? Dificilmente também. Seria no fato de os comics apresentarem ,em sua maioria, histórias completas? Bem, aí residiria uma das vantagens, mas não é exatamente nessa que penso. Reflito agora sobre a questão de preservação de um acervo de histórias em quadrinhos do passado, sobre o problema de hoje se ter um acesso as obras de décadas passadas. Nesse detalhe , importante a meu ver, as revistas em quadrinhos levam uma grande vantagem. Mesmo sendo uma revista publicada há quatro ou cinco décadas, rara ou não nos dias de hoje, ela existe ainda em sua integridade. É só uma questão de se ter sorte e dinheiro para encontra-la e adquiri-la, ou então poder tomá-la emprestada de alguém por algumas horas ou dias. Por outro lado, o material de jornal, as tiras e a páginas dominicais, já não é encontrado com a mesma facilidade.

 Para se ter acesso a esse material de quatro ou cinco décadas atrás, por exemplo, se ele não foi reeditado em episódios completos, em forma de album ou revista, o único jeito é pesquisar em jornais da época. Antes de mais nada, no entanto, seria preciso descobrir em que jornal determinada histórieta foi publicada. Se o foi, qual a possibilidade de se ter uma livre entrada ao arquivo do jornal e conseguir cópias em xeróx e esse é um trabalho árduo, pois em cada edição só há um atira.

Seria necessário então a consulta a uns três ou quatro meses das edições do jornal. No entanto, esse trabalho de consulta a velhas edições de jornais praticamente não é feito no Brasil. Mas nos Estados Unidos se faz isso. Inclusive por lá pode ser encontrada á venda uma boa quantidade de tiras e páginas dominicais em cores recortadas de jornais dos anos 30, 40, 50, ou de qualquer outra época. Nesse detalhe,o leitor brasileiro acaba levando vantagem, pois aqui algumas editoras lançaram histórias de cada décadas.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

RELEMBRANDO ... Império Infantil --- Crianças de todo Mundo --- .. Parte I de II

Disney e sua família de personagens, dominaria o mercado infantil com suas imensas cifras. Mas não era a única família de títulos de respeito, no reino das HQs infantis em nosso país. A excelente Little Lulu - no Brasil,Luluzinha - de John Stanley, teve importância editorial e mercadológica. A série de costumes era consistentemente bem escrita e desenhada e opunha a turma dos meninos á das meninas.Todos tinham pai e mãe, ao contrário de certos patos disneyanos. A trama apresentava foco especial na Luluzinha e no Bolinha (Tubby), que protaconizavam a maior rivalidade entre as turmas. Havia muitas vitórias para quem pensasse e agisse melhor. A Luluzinha vencia muitas vezes, mas com resultados hilariantes. Uma das raras séries de quadrinhos para crianças ( mas não só), efetivamente estreladas por crianças.



Outro exemplo célebre, de certo sucesso no Brasil, é Pimentinha ( Dennis, The Menace), de Hank Ketcham, cujo traço desarrumado e informal se adaptava perfeitamente as travessuras de Dennis. Hoje, acompanhando a tendência de tantos personagens de quadrinhos, tornaram-se personagens de desenhos animados de alta qualidade. Luluzinha, Pimentinha, mais tarde Charlie Brown e Garfield, entre tantos outros personagens de HQS, foram diluídos nos autovisuais.



Sua versão mais incisiva acontecera como quadrinhos. A excessão fica com Luluzinha, que foi adaptada para animação, de acordo com as premissas originais dos gibis. O genero infantil foi durante muito tempo e para muita gente, o único modo de produzir gibis no país. Aventureiros e humoristas só falariam bem com crianças, segundo essas pessoas. Desde os primórdios da produção brasileira houve esta postura, por parte de editores e de alguns autores. Contribuiu para isso tanto o preconceito em achar que os desenhos não podiam se dirigir a adultos como o fato de que os quadrinhos infantis eram muito mais vendáveis na época.



Os personagens infantis, de Disney a Pimentinha, foram durante décadas muito mais conhecidos dos leitores brasileiros, que qualquer super-herói. Luluzinha, foi citada pela revista O Cruzeiro, como referência em letras da Jovem Guarda, taí seu grau de popularidade por aqui.... Vários outros personagens infantis, como Brasinha, Gasparzinho, Riquinho, e aparentados, eram publicados no país, mas não produzidos aqui, como ela. Já não é o caso do Recruta Zero, que teve várias aventuras, produzidas no Brasil.

RELEMBRANDO ..... Durango Kid --- Parte II de II

Regularmente assistia seus próprios filmes, onde dizia aprender muito observando e corrigindo seus defeitos ocasionais. Faleceu no dia 21 de março de 1.986. A exemplo de outros personagens dos filmes de western, Durango Kid apareceu nos quadrinhos em 1.949, numa revista própria lançada nos Estados Unidos.Chegou ao Brasil, um ano após, num lançamento da Editora Brasil-América (EBAL), na história chamada "Primeira Aventura ".



Em dezembro de 1.951, apareceu na revista "Herói" número 43, em "Sangue de Pioneiros", no "Aí Mocinho" número 15 de janeiro de 1.951, na aventura "Armas Rebeldes" e no Super-X, número 16, de fevereiro de 1.951, na aventura "Nova Façanha" e continuou sendo apresentado nestas publicações até o final da primeira série do Super-X, em agosto de 1.954.



Passou então a ser exclusivo da revista "O Herói", onde ficou até o número 21 da segunda série (maio de 1.957), sendo que, neste interim, teve algumas aventuras publicadas nos almanaques do Super-X, Aí Mocinho, Albúm Gigante e dos Heróis. O Albúm Gigante número 46, de janeiro de 1.953, dedicou uma edição exclusiva a Durango Kid e aconteceu uma única aparição na revista Cowboy número 12, da editora Novo Mundo, de São Paulo, na história "A Moça carrega Arma de Fogo".



A partir de 1.958, a revista Cavaleiro Negro da Rio Gráfica Editora, publicou algumas aventuras suas que começaram em março de 1.958, no número 67, com " Os Chapéus Desaparecidos " e foram até o número 84, que saiu em agosto de 1.959, ainda nesta publicação aconteceu outra sua aventura esporádica no 193, que apareceu nas bancas em julho de 1.968;