Criado em 1.946 por John Lethi para o King Features Syndicate, Freddy
apareceu com o lançamento da revista O Herói, da Editora Brasil América
em 1.947. O garoto Freddy fica maravilhado, quando um circo chega a sua
cidade. Consegue penetrar por baixo da lona e ali conhece Nancy, uma
garota filha de trapezistas. Freddy não consegue conter seu espírito de
aventuras e foge com o circo.
JOHN LETHI - Depois de ilustrar pulps
(revistas de contos populares), o novaiorquino John Lethi (20 de Julho de
1.912) encontrou espaço nos emergentes comics books. No Detective
Comics, trabalhou em quatro séries : The Crimson Avenger, Sgt O`Malley of
the Red Coat Patrol , Steve Conrad Adventurer e Cotton Carver. Veio a
guerra e Lethi andou pelos campos da Europa, recebendo várias medalhas
por bravuras . De volta á ativa, depois de trabalhar algum tempo na
revista Picture News, conseguiu vender para o King Features Syndicate a
história em tiras, Tommy of the Big Top (no Brasil,Freddy &Nancy no
Circo).
As aventuras destes dois jovens adolescentes no universo de um
circo itinerante duraram de 1.946 a 1.950. Lethi desenhou por um curto
espaço de tempo, as histórias de Tarzan, e de volta aos comics
books, trabalhou em Lassie e, Space Cadet e Flash Gordon. Depois de Freddy
& Nancy, seu mais conhecido trabalho foi Tales From the Great
Book, tira dominical, que dramatizava passagens da Biblia (publicadas aqui
pela EBAL, sob o título de Histórias do Grande Livro). Em 1.960, ele
ingressou na TV, animando entre outras, a série The Mighty Hércules.
terça-feira, 18 de julho de 2017
RELEMBRANDO ....."As crianças nos quadrinhos ".......Parte.... II...de.... II
Oficialmente, seu aniversário se comemora em setembro, mas ela foi criada
em 1.962, para uma campanha publicitária da fábrica de eletrodomésticos
Mansfield (daí seu nome começar com "M"). Só que o cliente recusou o
trabalho e nunca lançou os produtos. Dois anos depois, o Semanário
Argentino Primera Plana encomendou a Quino, uma série engraçada, e o autor
resolveu utiliza´-la. A estréia oficial ocorreu em 29 de setembro de
1.964. Antes de ganhar o mundo, suas tiras saíram pelo jornal diário El
Mundo e, depois pelo Semanário Siete Dias.
Uma curiosidade sobre Mafalda, que a diferenciava das demais Histórias em quadrinhos estreladas por crianças, é que ela envelhecia. No início de suas histórias tinha seis anos, e em seu último álbum, oito. Sua turminha era formada por Manolito, Miguelito , seu irmãozinho Guile, Filipe , Susanita e Liberdade. Para tristeza dos fãs, em 1.973, Quino parou de fazer as tiras, por acreditar que estava começando a se repetir.
Já Mônica é uma mescla de graciosidade e força bruta, nas paródias que os estúdios Mauricio de Souza sempre fazem com personagens de HQs, ela já pôs para correr réplicas do Superman, Hulk, He-Man e ouyros. Inspirada na segunda filha de Mauricio de Souza, de quem herdou o nome, Mônica estreou em 1.963, nas tiras de jornais do Cebolinha. Contudo, logo roubou a cena, passando a ser a principal personagem da turma e ganhando seu próprio gibi, em 1.970.
No início, Mônica era mais enfezada, mas isso foi sendo atenuado com o passar dos anos. Está sempre com seu inseparável coelho de pelúcia, Sansão, com o qual detona os planos "infalíveis" de Cebolinha e Cascão, há algum tempo, tem um bicho de estimação de verdade, o cachorro Monicão. Além dos já mencionados sua turminha conta ainda com Magali, Franjinha , Anjinho ,Titi , Jeremias, Xaveco , Humberto, Marina , Do Contra ,Nimbus e outros.
Uma curiosidade sobre Mafalda, que a diferenciava das demais Histórias em quadrinhos estreladas por crianças, é que ela envelhecia. No início de suas histórias tinha seis anos, e em seu último álbum, oito. Sua turminha era formada por Manolito, Miguelito , seu irmãozinho Guile, Filipe , Susanita e Liberdade. Para tristeza dos fãs, em 1.973, Quino parou de fazer as tiras, por acreditar que estava começando a se repetir.
Já Mônica é uma mescla de graciosidade e força bruta, nas paródias que os estúdios Mauricio de Souza sempre fazem com personagens de HQs, ela já pôs para correr réplicas do Superman, Hulk, He-Man e ouyros. Inspirada na segunda filha de Mauricio de Souza, de quem herdou o nome, Mônica estreou em 1.963, nas tiras de jornais do Cebolinha. Contudo, logo roubou a cena, passando a ser a principal personagem da turma e ganhando seu próprio gibi, em 1.970.
No início, Mônica era mais enfezada, mas isso foi sendo atenuado com o passar dos anos. Está sempre com seu inseparável coelho de pelúcia, Sansão, com o qual detona os planos "infalíveis" de Cebolinha e Cascão, há algum tempo, tem um bicho de estimação de verdade, o cachorro Monicão. Além dos já mencionados sua turminha conta ainda com Magali, Franjinha , Anjinho ,Titi , Jeremias, Xaveco , Humberto, Marina , Do Contra ,Nimbus e outros.
RELEMBRANDO ........ " O Gato Félix "
Criado por Pat Sullivan em 1.921, este gato apareceu primeiramente no
cinema em desenho animado, passando depois para os quadrinhos. Dotada de
um lirismo puro, esta série produzida para crianças, tinha um objetivo
muito maior do que simplesmente divertir. Félix sentia o drama do
vagabundo e das pessoas desamparadas na sociedade. Atualmente outros
desenhistas trabalham em Félix, porém sem aquele sentido humano que
Sullivan imprimia ao querido gato preto.
PAT SULLIVAN (1.887-1.933) - Patrick Sullivan, emigrou para a Inglaterra em 1.908, onde chegou a trabalhar no semanário Ally Stoper, criando o personagem Samuel. Em 1.914, mudou-se para os Estados Unidos, onde foi boxeador, artista de teatro de variedades e desenhista de tiras cômicas: Pa Perkins e Samuel Thonson, sendo que nenhuma delas foi bem sucedida. Começou então a experimentar técnicas de desenhos animados e deu-se melhor. Conheceu Otto Messmer e criaram juntos Félix, The Cat ( O Gato Félix), que se transformou num sucesso a partir de 1.919. O King Features Syndicate levou Felix para os quadrinhos, primeiro nas páginas dominicais a cores (1.923), depois as tiras diárias (1.927). Embora Pat Sullivan aparecesse como autor dos comics de Félix, The Cat, seu desenhista anônimo foi sempre Messmer.
PAT SULLIVAN (1.887-1.933) - Patrick Sullivan, emigrou para a Inglaterra em 1.908, onde chegou a trabalhar no semanário Ally Stoper, criando o personagem Samuel. Em 1.914, mudou-se para os Estados Unidos, onde foi boxeador, artista de teatro de variedades e desenhista de tiras cômicas: Pa Perkins e Samuel Thonson, sendo que nenhuma delas foi bem sucedida. Começou então a experimentar técnicas de desenhos animados e deu-se melhor. Conheceu Otto Messmer e criaram juntos Félix, The Cat ( O Gato Félix), que se transformou num sucesso a partir de 1.919. O King Features Syndicate levou Felix para os quadrinhos, primeiro nas páginas dominicais a cores (1.923), depois as tiras diárias (1.927). Embora Pat Sullivan aparecesse como autor dos comics de Félix, The Cat, seu desenhista anônimo foi sempre Messmer.
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| Pat Sullivan e sua esposa! |
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| Otto Messmer (esquerda) e Pat Sullivan |
RELEMBRANDO ....." Buddy Longway"
De todos os heróis da história em quadrinhos, e eles constituem uma
legião. Buddy Longway é, provavelmente, um daqueles que terá conhecido o
êxito mais fulgurante. Uma primeira aventura completa foi publicada nas
páginas do número 16 de Tin Tin Selection, com o título de Premiére
Chasse. Depois de ter herdado de um velho tio, o jovem Buddy lança-se
pela primeira vez á procura de peles, tal como os caçadores do forte, que
tinham sugerido com frequência. E uma aventura movimentada na qual
Buddy defronta e mata um urso maior do que jamais pudera imaginar. E
acontecimento não menos importante, encontrou pela primeira vez, a amizade
na pessoa do índio Loup Noir.
Tratada num estilo realista, a meio caminho entre Arnoud de Casteloup e Átila, esta história provocou uma correspondência muito importante por parte dos leitores. Foi este o motivo por que Greg pediu a Derib para abandonar provisoriamente os heróis de Go West, concentrando-se completamente a este novo personagem, com um futuro tão promissor. A primeira grande aventura de Buddy, em série, saiu em 1.973 com o título de Chinook, nome de uma jovem índia da tribo Sioux, que ele salva das mãos de dois maus elementos que tentaram brutaliza-la.
É um longo caminho , o do caçador e da sua mulher num mundo hostil para o índivíduo sem defesa, onde os índios e os animais se veem juntar aos perigos naturais. Esta longa estrada foi para Derib o êxito e a consagração. A série foi eleita pela maioria dos leitores que fazem de Buddy Longway, uma das primeiras ´series classificadas no referendo de 1.973, antes mesmo do episódio ter sido concluído. A aventura chega ao fim com o casamento de Buddy e Chinook.
Tratada num estilo realista, a meio caminho entre Arnoud de Casteloup e Átila, esta história provocou uma correspondência muito importante por parte dos leitores. Foi este o motivo por que Greg pediu a Derib para abandonar provisoriamente os heróis de Go West, concentrando-se completamente a este novo personagem, com um futuro tão promissor. A primeira grande aventura de Buddy, em série, saiu em 1.973 com o título de Chinook, nome de uma jovem índia da tribo Sioux, que ele salva das mãos de dois maus elementos que tentaram brutaliza-la.
É um longo caminho , o do caçador e da sua mulher num mundo hostil para o índivíduo sem defesa, onde os índios e os animais se veem juntar aos perigos naturais. Esta longa estrada foi para Derib o êxito e a consagração. A série foi eleita pela maioria dos leitores que fazem de Buddy Longway, uma das primeiras ´series classificadas no referendo de 1.973, antes mesmo do episódio ter sido concluído. A aventura chega ao fim com o casamento de Buddy e Chinook.
RELEMBRANDO ...."Péricles - O Amigo da Onça " ..........Parte..... I ... de......II..........
Péricles de Andrade Maranhão, o famoso criador de "O Amigo da
Onça", suicidou-se no último dia do ano de 1.961. Escreveu cartas
justificando o seu gesto, fechou todo o apartamento e asfixiou-se com gás
de cozinha. Mesmo assim, não resistiu ao seu espírito de humor. Colocou
na porta de entrada um aviso escrito á mão :"Não risquem
fósforos". Originário de Recife, Péricles começou a desenhar na revista do
Colégio Marista, onde estudava. Em 1.942, no peito e na coragem, um rolo
de desenhos e uma carta de apresentação do seu amigo e jornalista Aníbal
Fernandes (do Diário de Pernambuco), Péricles chegou ao Rio de
Janeiro.
Apresentou-se a Leão Gondim de Oliveira, diretor da revista O Cruzeiro e tornou-se um dos colaboradores mais moços daquela publicação. Começou trabalhando em quadrinhos, um típico personagem carioca, chamado Oliveira, o Trapalhão. Oliveira era um português bigodudo, que tinha como companheiro de trapalhadas um negro, com jeito e camisa listrada de malandro, Laurindo. Publicadas inicialmente pelo Diário da Noite, as histórias de Oliveira chegaram também O Guri, revista infanto-juvenil, editada por O Cruzeiro.
Em 1.943, já com um estilo bem desenvolvido, Péricles resolveu criar um personagem humoristíco fixo para O Cruzeiro, cuja circulação semanal já era muito boa. A idéia partiu de uma anedota comum na época. Dois caçadores conversavam num acampamento na floresta. - O que você faria se uma onça aparecesse na sua frente? ´- Ora, dava um tiro nela.- Mas, se você não tivesse nenhuma arma de fogo ? - Bem,então eu matava ela com meu facão.- E, se você estivesse sem facão? - Apanhava um pedaço de pau. - E se não tivesse nenhum pedaço de pau? - Subiria na árvore mais próxima. - E se não tivesse nenhuma árvore ? - Sairia correndo. -E se você estivesse paralisado pelo medo? Então, o outro, já irritado, retruca: -Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?
Apresentou-se a Leão Gondim de Oliveira, diretor da revista O Cruzeiro e tornou-se um dos colaboradores mais moços daquela publicação. Começou trabalhando em quadrinhos, um típico personagem carioca, chamado Oliveira, o Trapalhão. Oliveira era um português bigodudo, que tinha como companheiro de trapalhadas um negro, com jeito e camisa listrada de malandro, Laurindo. Publicadas inicialmente pelo Diário da Noite, as histórias de Oliveira chegaram também O Guri, revista infanto-juvenil, editada por O Cruzeiro.
Em 1.943, já com um estilo bem desenvolvido, Péricles resolveu criar um personagem humoristíco fixo para O Cruzeiro, cuja circulação semanal já era muito boa. A idéia partiu de uma anedota comum na época. Dois caçadores conversavam num acampamento na floresta. - O que você faria se uma onça aparecesse na sua frente? ´- Ora, dava um tiro nela.- Mas, se você não tivesse nenhuma arma de fogo ? - Bem,então eu matava ela com meu facão.- E, se você estivesse sem facão? - Apanhava um pedaço de pau. - E se não tivesse nenhum pedaço de pau? - Subiria na árvore mais próxima. - E se não tivesse nenhuma árvore ? - Sairia correndo. -E se você estivesse paralisado pelo medo? Então, o outro, já irritado, retruca: -Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?
terça-feira, 11 de julho de 2017
RELEMBRANDO ......" Comanche "........ by Hermann
Criada em 1.970 pelo belga Hermann, autor também de Bernard Prince da
Interpol, Comanche é uma série de western que tem uma certa influência de
Fort Navajo, de Jean Michel Charlie-Jean Giraud. Nesta série, uma jovem
proprietária do Rancho Triple G é a figura principal. Texto de Michel
Greg, Editions Du Lombard.
HERMANN - Um dos melhores estilistas da escola belga de quadrinhos do pós-guerra, Hermann Huppen não tem limites para sua criatividade. Já fez tantas coisas boas, nos mais diversos gêneros, que nem parece apenas um, mas vários desenhistas.Estreou nas bands dessinées (histórias em quadrinhos ) em 1.960,na revista Spirou. Logo encontrou-se com Michel Greg, roteirista muito experiente, e juntos partiram para uma série que mantém-se em sucesso, até hoje, Bernard Prince. Aventuras de um proprietário de um barco pequeno, em vários quadrantes do mundo.
Veio depois uma série western, Comanche, onde o traço de Hermann apresenta força tão grande quanto o classico Red Ryder, de Fred Hermann,e seu concorrente na França, tenente Blueberry de Jean Giraud. Hermann ainda trabalhou nas séries Jughurta e Jeremiah, esta última passada num mundo futuro próximo,onde a civilização, destruída por guerras, volta a um estágio levemente primitivo. Mais recentemente, além de dar continuidade ás histórias de Bernard Prince e Jeremiah, Hermann vem desenvolvendo técnicas mais aperfeiçoadas para novas criações, como por exemplo, NIC, um garoto paraisense dos dias de hoje, que sonha como o Little Nemo, de Winson McKay.
HERMANN - Um dos melhores estilistas da escola belga de quadrinhos do pós-guerra, Hermann Huppen não tem limites para sua criatividade. Já fez tantas coisas boas, nos mais diversos gêneros, que nem parece apenas um, mas vários desenhistas.Estreou nas bands dessinées (histórias em quadrinhos ) em 1.960,na revista Spirou. Logo encontrou-se com Michel Greg, roteirista muito experiente, e juntos partiram para uma série que mantém-se em sucesso, até hoje, Bernard Prince. Aventuras de um proprietário de um barco pequeno, em vários quadrantes do mundo.
Veio depois uma série western, Comanche, onde o traço de Hermann apresenta força tão grande quanto o classico Red Ryder, de Fred Hermann,e seu concorrente na França, tenente Blueberry de Jean Giraud. Hermann ainda trabalhou nas séries Jughurta e Jeremiah, esta última passada num mundo futuro próximo,onde a civilização, destruída por guerras, volta a um estágio levemente primitivo. Mais recentemente, além de dar continuidade ás histórias de Bernard Prince e Jeremiah, Hermann vem desenvolvendo técnicas mais aperfeiçoadas para novas criações, como por exemplo, NIC, um garoto paraisense dos dias de hoje, que sonha como o Little Nemo, de Winson McKay.
RELEMBRANDO ..."A Ideologia da permanência-As Histórias em quadrinhos"
As histórias em quadrinhos tem papel importante na manutenção e mesmo na
formação de uma ideologia conservadora, não só por sua extraordinária
difusão, como pelo caráter ecumênico de seu auditório, não há faixas de
público imunes a esse médium: crianças e adultos, homens e mulheres os
leem e veem e são por elas influenciados. Exporemos alguns dos elementos
integrantes dessa ideologia, procurando inseri-los no contexto da
estrutura ideológica global da sociedade que mais o consome e que mais o
produz a sociedade capitalista (ainda aqui considerada como uma única
sociedade, abstraídas as diferenças -pelo menos no momento, consideradas
de significação menor para nossa análise - existentes entre as diversas
formações econômico-sociais concretas.).
Entre outras coisas, a ambiguidades e os pares de opostos são verificáveis. Ainda aqui, procuraremos despi-los de todo formalismo. O anonimato (obscuridade) social - há poucas exceções de vulto - surge paradoxalmente como condição de origem para o super-herói. O super-herói não é um ser raro entre os homens em sua vida civil. Seus hábitos são de uma pessoa comum com que cruzaríamos sem espanto na rua. O indício parece apontar com a possibilidade de uma continuidade entre a vida cotidiana de qualquer indivíduo ( de qualquer leitor, portanto) e a vida maravilhosa e plena de realização,de poder e notoriedade de um herói sacralizado. Este anonimato pode se revestir de um outro manto.
O do ocultamento da verdadeira identidade do herói, quando este está em ação. O anonimato se desdobra, então em dois: o ocultamento e o ocultamento da personalidade civil. Isto propicia um afastamento, sem corte, face á ordem social, uma forma de estar que pode ser transcendida quando esta ordem for ameaçada. Anonimato social/ - notoriedade pública são condições necessárias para o aparecimento do herói e só ele pode resolver sa antinomia pela presença de sua ambiguidade,de ambiguidade de sua ação heróica.
Entre outras coisas, a ambiguidades e os pares de opostos são verificáveis. Ainda aqui, procuraremos despi-los de todo formalismo. O anonimato (obscuridade) social - há poucas exceções de vulto - surge paradoxalmente como condição de origem para o super-herói. O super-herói não é um ser raro entre os homens em sua vida civil. Seus hábitos são de uma pessoa comum com que cruzaríamos sem espanto na rua. O indício parece apontar com a possibilidade de uma continuidade entre a vida cotidiana de qualquer indivíduo ( de qualquer leitor, portanto) e a vida maravilhosa e plena de realização,de poder e notoriedade de um herói sacralizado. Este anonimato pode se revestir de um outro manto.
O do ocultamento da verdadeira identidade do herói, quando este está em ação. O anonimato se desdobra, então em dois: o ocultamento e o ocultamento da personalidade civil. Isto propicia um afastamento, sem corte, face á ordem social, uma forma de estar que pode ser transcendida quando esta ordem for ameaçada. Anonimato social/ - notoriedade pública são condições necessárias para o aparecimento do herói e só ele pode resolver sa antinomia pela presença de sua ambiguidade,de ambiguidade de sua ação heróica.
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