segunda-feira, 16 de abril de 2018

Relembrando: "O Brasil em Quadrinhos " .... Parte .... II .... de .... II

Essa contribuição, que me parece insensurável ao estudo e conhecimento da História do Brasil, bastará para demonstrar quanto é útil o processo de "quadrinhos" quando aplicado a finalidade cultural e instruitiva. Morrem aqui todos os argumentos contra e aqui se eliminam todos os preconceitos. Muito mais que uma iniciativa a exigir apoio incondicional, a História do Brasil lançada pela Editora Brasil América, é uma realização capaz de alterar a aprendizagem em seu sentido tradicional.

Lendo-a através dos quadrinhos episódios e vendo-a á sombra dos traços atraentes, os pequenos brasileiros poderão desprezar a memória porque a apreensão é livre em seu poder de aventura e sua força plástica . Um livro que ensina sem obrigar a aprender. E, na obra de Gustavo Barroso, tendo em vista a precisão da linguagem , a fidelidade histórica, o espírito de síntese, esse livro permanecerá como um dos mais importantes. Permanecerá, é certo. E permanecerá porque servindo-se dos "quadrinhos",mostrou aos educadores como é fácil conquistar os pequenos brasileiros para o Brasil.

Relembrando... História em Quadrinhos e Pedagogia ". Parte .... I .... de .... III

Com o presente texto, pretendemos colocar ao alcance dos educadores , o relato de uma experiência há algum tempo no Instituto Psicopedagógico Médico-Social de Montpellier, na França. Alguns educadores trabalhando para este Instituto, efetuaram uma exposição de histórias em quadrinhos, onde davam conta de um método utilizado como eficiência. É um fato comprovado que os jovens - e frequentemente os menos jovens - gostam e devoram a história em quadrinhos, procurando nela alguma coisa que lhes falta ou de que tem necessidade.



E quando um jovem da Escola de Aperfeiçoamento de Montpellier decidiu realizar espontaneamente milhares de imagens foi porque, com certeza, essas longas histórias desenhadas que ele contou respondiam a questões intímas e prementes. Do mesmo modo, longe de considerar a história em quadrinhos como um divertimento, nós preferimos refletir sobre a utilização séria que dela pode ser feita em pedagogia. Em primeiro lugar, a história em quadrinhos é uma linguagem. E melhor do que escrever longas frases acerca desta afirmação, será preferível observar as histórias desenhadas de crianças, como as que foram feitas no Instituto de surdos-mudos de Saint Hiolyte du Fort.



Para as crianças surdas- e muitas vezes mudas - a história desenhada é, mais do que para todas as outras, uma linguagem total. Quaisquer que sejam nossas idéias pessoais,as nossas opiniões sobre a história desenhada,ela existe,agrada e faz parte do nosso mundo cotidiano.Os educadores julgam que basta lançar no cesto de papéis, essas revistas que as crianças transportam nas suas pastas ou guardam nas suas carteiras.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Relembrando: Capitão Átomo (Adam Allen) - Parte I de III

Para escrever sobre o Capitão Átomo, não poderia fazer sem mencionar suas duas versões (a original da Charlton Comics e a reformulação da DC Comics). Nesta primeira parte irei falar do personagem criado por Steve Ditko (desenhista) e Joe Gill (roteirista), para a Charlton Comics em 1960.



Nesta versão, o cientista Adam Allen trabalhava em um foguete experimental, quando acidentalmente fica preso no interior do foguete, que explode ao chegar na atmosfera superior. Milagrosamente, a explosão "atomiza" o corpo de Allen, que ganha superpoderes, como regenrar seu corpo em segurança na Terra.



Nesta versão, o Capitão Átomo tem um traje vermelho e amarelo, que protegia as pessoas dos seus poderes atômicos. Depois, quando ganhou sua própria revista pela Charlton, o Capitão Átomo substituiu este traje com um traje de metal líquido que ficava embaixo da sua pele, e transformava-se quando ele ativava seu poder. Por falar nos poderes, eles envolviam manipulatão de enrgia atômica, vôo, super-força, viagem dimensional, controle de todos os átomos do corpo, entre outros.



A última vez que o Capitão Átomo da Charlton apareceu, foi em uma história onde ele encontra o Superman e o Nuclear, em 1986. Nesta história, os poderes de Nuclear e Capitão Átomotinham seus poderes neutralizados se chegassem próximos um do outro.


Relembrando: Viúva Negra

Criada por Stan Lee, Don Rico e Dan Heck, a Viúva Negra (cujo o nome é Natasha Romanoff) apareceu pela primeira vez em Tales of Suspense #52 (abril de 1964), pela editora Marvel Comics. Primeiramente, a Viúva Negra foi uma espiã russa infiltrada nos Estados Unidos e era uma das antagonistas do Homem-de-Ferro. Mas tarde, estabeleceu-se de vez nos Estados Unidos e fez parte da S.H.I.E.L.D e dos Vingadores. Teve um relacionamento com o Gavião Arqueiro, com quem formou uma dupla de ladrões.



Existem dois relatos para a origem da Viúva Negra: o primeiro diz que a mãe de Natasha a salvou de um incêndio provocado pelo Partido Nazista, jogando-a da janela. Um soldado russo chamado Ivan Petrovitch conseguiu salvar a jovem Natasha, mas a mãe dela morreu no incêndio. Outro relato diz que a Viúva Negra, desde sua infância, fez parte de um projeto russo chamado Programa de Operação Viúva Negra da URSS. Com outras 28 jovens orfãs, foi treinada em combate e espionagem na instalação secreta chamada "Sala Vermelha".



Suas habilidades consistem em ser uma exímia lutadora e acrobata, excelente espiã, ser perita em todos os tipos de armas (de fogo ou branca), fora que a Viúva Negra recebeu um derivado do Soro do Supersoldado, o que fez com que ela aumentasse suas habilidades tanto físicas quanto mentais para além dos limites humanos. A Viúva Negra é capaz de levantar 227 kg e tem o seu envelhecimento retardado, deixando ela ter uma aparência bem mais jovem do que sua idade. Como foi dito, Natasha Romanoff é perita em várias armas, porém, os braceletes que soltam dardos energizados são suas armas características.





A Viúva Negra apareceu em outras mídias, além dos quadrinhos, como sua participação no desenho animado "Vingadores - Os heróis mais poderosos da Terra". Mas foi no cinema, interpretada pela atriz Scarlett Johanson, que a Viúva Negra/Natasha Romanoff foi popularizada.

Relembrando... Xeque-Mate... Parte 1

Mais recentemente, tivemos muitas histórias mostrando como o governo lida com tais elementos. Voce já leu isso em aventuras do Capitão Átomo, Esquadrão Suicída ,L endas e muitos outros títulos. ( O exemplo mais famoso é a influência do governo sobre Super Homem em O Cavaleiro das Trevas). Assim como o Esquadrão Suicída representa os esforços do governo em recrutar criminosos para realizar o serviço que lhe cabe (isto é,  proteger a sociedade).



Xeque Mate representa os esforços do governo em recrutar heróis. Para os membros do Xeque Mate, as missões são só um serviço (mas um serviço que precisa ser feito ), onde cada agente realiza suas aspirações pessoais a fim de transformar o mundo num lugar melhor. Vai ser um trabalho bem duro para essas pessoas, mas para nós leitores, será no mínimo emocionante.Voce encontrará muitas referências ao Vigilante (Adrian Chase ), o ex-juiz que trabalhava para a agencia de Harry Stein antes de sucumbir ás pressões de sua própria vida.



O policial reformado da cidade de Nova York , Harry Stein dirigia uma agencia federal sem nome, encarregada de neutralizar terroristas internacionais que se infiltrassem no território nacional. Atuava como seu braço direito, Harvey Bullock,um veterano do departamento de polícia de Gotham City. A organização já empregou muitas pessoas, incluindo dois agentes uniformizados de estabilidade emocional questionável : o já mencionado Vigilante e Christopher Smith,mais conhecido como Pacificador.

Relembrando... Penny-dreadfuls

O Conceito de organizações governamentais ultra-secretas que nos protegem do mal, reverte as próprias raízes das histórias em quadrinhos. Antes de existirem as revistas em quadrinhos, havia os pulps - revistas de contos policiais e de terror, editadas em papel de preço muito baixo, que apresentavam todo tipo de combatentes do crime, os encapuzados, os do governo e outros (Sombra e Doc Savage são os que mais se destacaram nesse tipo de publicação ).



Mas, antes dos pulps, já existiam os chamados penny-dreadfuls (misto de romance e conto nascido na Inglaterra que, depois levado aos Estados Unidos, acabou dando origem aos pulps). Os penny-dreadfuls eram revistas semanais e quinzenais da virada do século que apresentavam ficções heróicas mais violentas. Uma forma de entretenimento carregada de ação, com aventuras bastante romanceadas de mitos da história, como Buffalo Bill Cody, Jesse James e até Teddy Roosevelt ou de personagens totalmente fictícios como Nick Carter.



As revistas em quadrinhos, portanto.evoluiram indiretamente dos penny-dreadfuls (O título de uma das revistas mais populares da DC nos anos 60/70, The Brave And The Bold, originalmente era usado como nome de um penny-dreadful). Esses três tipos de publicaçaão apresentavam como tema aventuras heróicas. Parece que nós queremos ter certeza de que alguém lá fora está nos protegendo. E muita gente acredita que o governo deveria se esforçar para fornecer essa proteção. Pense nisso :- James Bond,o Agente Secreto X-9, Nick Carter, Napoleão Solo .... nossa cultura popular está abarrotada de agentes do governo que são superpoliciais.

Relembrando... "O Brasil em Quadrinhos ".... Parte .... I ....de .... II

Aos que se declaram contra as revistas e os livros " em quadrinhos ", movidos por um preconceito que nenhum argumento científico justifica, gostaria de mostrar apenas uma realização ; A História do Brasil que, lançada pela Editora Brasil América , reúne as legendas de Gustavo Barroso, aos desenhos de Wasth Rodrigues. Em sua apresentação gráfica simplesmente admirável, em sua representação de nossa existência histórica, esse é um livro que honrando a industria brasileira editorial - logo se impõe aos educadores na base mesma de sua valorização didática. Tamanho o critério na confecção que, para entregá-lo ao público infantil, os editores trabalharam 6 anos.

Poderia acrescentar, e sem exagêro, que se trata de pequena obra de arte considerando a projeção dos desenhos de Wasth Rodrigues. Debruçando-se em suas páginas- de legendas em linguagens simples, direta, viva, criada para as crianças - penetrando-as em auscultação crítica, não seria dificil verificar que do seu conteúdo emergem as fundações nacionais. Disponde de um método, resultante da intimidade de Gustavo Barroso com a historiografia, não se restringe á narração dos acontecimentos á maneira das crônicas. Explica-os ao tempo em que forçando a curiosidade, estabelece uma espécie de encontro espontâneo entre os jovens brasileiros e as raízes de seu país.