Vejamos, agora, a opinião de outra eminente personalidade, o Dr.
Bender, Professor de Clínica Psiquiátrica na Universidade de Nova York. As
notas que se vão ler abaixo são tiradas de uma tradução livre de
trechos da obra de Gilbert Seldes, " The Great Audience ".
Citando um
artigo do Suplemento Literário do " Times" de Londres, recorda o autor o
depoimento dado pelo Dr. Bender a respeito das histórias em quadrinhos
:
" Do ponto de vista psicológico, as histórias em quadrinhos constituem
uma grande experiência de atividade. Seus heróis vencem o tempo e o
espaço, o que dá ás crianças senso de libertação, ao contrário de angústia
e medo". E, conclui o Dr. Bender, "que o uso de símbolos utilizados nas
histórias em quadrinhos ajuda até mesmo os adultos a ajustar sua
personalidade ás duras provas do mundo contemporâneo".
O mesmo
Suplemento Literário do "Times" expõe uma observação de John
Steinbeck, segundo a qual lembra o escritor que a literatura Crô-Magnon
começou nas cavernas de Altamira .... Observe-se que o artigo do
Suplemento Literário do "Times" do qual foram extraídas as notas acima
não é precisamente favorável ás histórias em quadrinhos. O assunto é tão
atual que só nos Estados Unidos veem de ser publicados três livros
analisando esse interessante gênero de literatura que são as histórias
em quadrinhos.
sábado, 18 de março de 2017
RELEMBRANDO .... Liga da Justiça
Primeiro, vieram a Sociedade da Justiça e a antiga Liga da Justiça da
América. Depois, surgiu a Liga da Justiça Internacional, um novo conceito
de equipe que revolucionou o universo dos super heróis e mexeu com a
cabeça dos leitores.
Enquanto a grande maioria dos personagens assumia uma fachada séria e caminhava rumo ao realismo máximo, os roteiristas Keith Giffen e J.M. DeMatteis, vieram no sentido oposto, fazendo piadas das situações mais perigosas, criando problemas absurdamente ridículos e atropelando todo mundo.
O sucesso que adveio dessa loucura permitiu que a Liga crescesse, se expandisse .... e se multiplicasse ! Após a frustada Invasão Alienígena, os justiceiros passaram a ser encontrados em 2 endereços : Paris e Nova York, Europa, e América.
Foi durante essa Invasão que o grupo ficou conhecendo os mais patéticos supervilões da face da terra : a liga da Injustiça. Com suas táticas e poderes atrapalhados, os criminosos conseguiam ser tão inofensivos e tão incomodos, quanto aquele mosquito que não deixa você dormir a noite.Você afugenta o inseto, mas ele sempre volta para mais um round.
E assim foi. Na América e na Europa, os infames integrantes da Liga da Injustiça voltaram a atazanar nossos heróis. Após de tantos fracassos decidiram se regenerar e pediram admissão na Liga internacional , como membros oficiais. Assim foi inaugurada a Liga da Justiça Antartíca , composta por : Major Desastre, Multi-Homem, Rei Relógio, Mestre das Pistas, Graúdo e Gnort (Lanterna Verde com cara de cachorro).
Enquanto a grande maioria dos personagens assumia uma fachada séria e caminhava rumo ao realismo máximo, os roteiristas Keith Giffen e J.M. DeMatteis, vieram no sentido oposto, fazendo piadas das situações mais perigosas, criando problemas absurdamente ridículos e atropelando todo mundo.
O sucesso que adveio dessa loucura permitiu que a Liga crescesse, se expandisse .... e se multiplicasse ! Após a frustada Invasão Alienígena, os justiceiros passaram a ser encontrados em 2 endereços : Paris e Nova York, Europa, e América.
Foi durante essa Invasão que o grupo ficou conhecendo os mais patéticos supervilões da face da terra : a liga da Injustiça. Com suas táticas e poderes atrapalhados, os criminosos conseguiam ser tão inofensivos e tão incomodos, quanto aquele mosquito que não deixa você dormir a noite.Você afugenta o inseto, mas ele sempre volta para mais um round.
E assim foi. Na América e na Europa, os infames integrantes da Liga da Injustiça voltaram a atazanar nossos heróis. Após de tantos fracassos decidiram se regenerar e pediram admissão na Liga internacional , como membros oficiais. Assim foi inaugurada a Liga da Justiça Antartíca , composta por : Major Desastre, Multi-Homem, Rei Relógio, Mestre das Pistas, Graúdo e Gnort (Lanterna Verde com cara de cachorro).
RELEMBRANDO ..... Dick Tracy - Filme Parte I de III
E aí está o milionário filme de Dick Tracy de Warren Beaty. Que cada um o
julgue por si. Mas esta não foi, no entanto, a primeira vez que "Dick
Tracy", chegou ás telas em carne e osso. Para aqueles que entraram
atrasados no mundo do célebre detetive,aqui vai um breve histórico de
suas lutas pelas telas dos cinemas.
As aventuras de "Dick Tracy", começaram nos quadrinhos de uma página dominical de um jornal de Detroit em 04 de Outubro de 1.931; O personagem criado por Chester Gould, com seu rosto quadrado, chapéu de feltro e rádio transmissor-receptor no pulso, costumava viver aventuras realistas e bastante violentas nas quais enfrentava grotescos vilões, de faces deformadas ou hábitos incomuns, jamais esquecidos pelos leitores.
No primeiro seriado sobre o detetive que a Republic fez em 1.937, Dick Tracy (Dick Tracy, o Detetive ), os bandidos eram tão estranhos como nos quadrinhos. Nele,The Lame One ( O Coxo ) e seu assecla, Dr. Moloch, á frente do Spider Gang (Bando da Aranha), o irmão de Tracy - Gordon - e o transformavam num autômato a seu serviço. Mas o mocinho acabava desmascarando o líder dos malfeitores, eliminando-os todos.
Dirigido por Ray Taylor e Alan James, Dick Tracy foi considerado um dos melhores seriados dos anos 30, por sua produção cuidada, trama bem armada e efeitos especiais, que incluíam uma aeronave fantástica, providenciada pelos técnicos Howard e Theodore Lidecker, os magos das miniaturas do estúdio. No papel principal, Ralph Byrd ,ficou associado ao personagem até sua morte, em 1.952, aos 43 anos de idade, e se tornou um dos poucos atores reconhecidos como astros do filme seriado sonoro, ao lado de Buster Crabbe e Kirk Alyn.
As aventuras de "Dick Tracy", começaram nos quadrinhos de uma página dominical de um jornal de Detroit em 04 de Outubro de 1.931; O personagem criado por Chester Gould, com seu rosto quadrado, chapéu de feltro e rádio transmissor-receptor no pulso, costumava viver aventuras realistas e bastante violentas nas quais enfrentava grotescos vilões, de faces deformadas ou hábitos incomuns, jamais esquecidos pelos leitores.
No primeiro seriado sobre o detetive que a Republic fez em 1.937, Dick Tracy (Dick Tracy, o Detetive ), os bandidos eram tão estranhos como nos quadrinhos. Nele,The Lame One ( O Coxo ) e seu assecla, Dr. Moloch, á frente do Spider Gang (Bando da Aranha), o irmão de Tracy - Gordon - e o transformavam num autômato a seu serviço. Mas o mocinho acabava desmascarando o líder dos malfeitores, eliminando-os todos.
Dirigido por Ray Taylor e Alan James, Dick Tracy foi considerado um dos melhores seriados dos anos 30, por sua produção cuidada, trama bem armada e efeitos especiais, que incluíam uma aeronave fantástica, providenciada pelos técnicos Howard e Theodore Lidecker, os magos das miniaturas do estúdio. No papel principal, Ralph Byrd ,ficou associado ao personagem até sua morte, em 1.952, aos 43 anos de idade, e se tornou um dos poucos atores reconhecidos como astros do filme seriado sonoro, ao lado de Buster Crabbe e Kirk Alyn.
quinta-feira, 16 de março de 2017
RELEMBRANDO ....TAKA TAKATA
Série humorística, criada pela dupla Jo El Azara- Vicq em 1.968, tem como
propósito satirizar o exército japonês, lembrando a época da segunda
guerra. Com um ótimo humor e cuidado na execução, esta série era editada
pelo Gibi Semanal, da editora Rio Gráfica.
JO-EL AZARA : -Pouco se sabe sobre o nome verdadeiro e a carreira deste desenhista da revista Tin Tin, criador de um personagem muito apreciado Taka Takata, com inúmeras histórias publicadas ,Jo-El, trabalha sempre com o roteirista Vicq.
No príncipio,as andanças deste recruta japonês, sempre criando trapalhadas para os seus superiores, eram curtas, duas ou três páginas. Com a popularidade da série, Taka takata foi se envolvendo em narrativas mais complexas, onde o toque de humor era a presença de sua figura oriental, carismática em universos bem diferentes como, o oeste norte-americano. Taka Takata circulou no Brasil, no Gibi Semanal (início da década de 70) e nas revistas de humor da editora Vecchi, com material franco-belga.
JO-EL AZARA : -Pouco se sabe sobre o nome verdadeiro e a carreira deste desenhista da revista Tin Tin, criador de um personagem muito apreciado Taka Takata, com inúmeras histórias publicadas ,Jo-El, trabalha sempre com o roteirista Vicq.
No príncipio,as andanças deste recruta japonês, sempre criando trapalhadas para os seus superiores, eram curtas, duas ou três páginas. Com a popularidade da série, Taka takata foi se envolvendo em narrativas mais complexas, onde o toque de humor era a presença de sua figura oriental, carismática em universos bem diferentes como, o oeste norte-americano. Taka Takata circulou no Brasil, no Gibi Semanal (início da década de 70) e nas revistas de humor da editora Vecchi, com material franco-belga.
RELEMBRANDO ... Capitão Carmen ( Captain Kate )
Série de aventuras marítimas criada em 1.967 por Jerry e Hale
Skelly, narrava as façanhas de uma jovem no comando de um navio corsário
no século XVIII .Com ela e sua fiel tripulação, baseados num dos mais
dramáticos períodos da história americana, com muita aventura, drama e
suspense. Seus criadores, Jerry e Hale Skelly, bolaram uma série de
histórias onde os cenários são autênticos em seu exotismo marítimo e
terrestre.
Para tanto, visitaram diversas ilhas - Bahamas, Bermudas, Porto Rico, Barbados e tantas outras - procurando retratar de modo fiel, os ambientes e caracteres nativos. Figuras misteriosas e engraçadas compoem as viagens com o Capitão Carmen. O Sargento Poulet, esfaimado soldado do exército de Napoleão Bonaparte, o contrabandista Flint e Jason, o Avestruz Trapalhão, são alguns deles. No brasil, era publicado em 1.972 pelo Grupo de Editores Associados.
JERRY e HALE SKELLY - Caso raro na história dos comics norte-americanos : um casal criador de tiras diárias e dominicais. Em 1.967, Jerry e Hale apresentaram para o King Features Syndicate, Captain Kate, aventuras de uma mulher, capitão de um barco, no Caribe do século XVIII, entre piratas e bucaneiros. Marcada por lances românticos e a busca constante de aventuras, Captain Kate manteve-se por mais de cinco anos, e chegou a ser publicada no Brasil, inclusive em formato de revista, com o título de Capitão Carmen.
Para tanto, visitaram diversas ilhas - Bahamas, Bermudas, Porto Rico, Barbados e tantas outras - procurando retratar de modo fiel, os ambientes e caracteres nativos. Figuras misteriosas e engraçadas compoem as viagens com o Capitão Carmen. O Sargento Poulet, esfaimado soldado do exército de Napoleão Bonaparte, o contrabandista Flint e Jason, o Avestruz Trapalhão, são alguns deles. No brasil, era publicado em 1.972 pelo Grupo de Editores Associados.
JERRY e HALE SKELLY - Caso raro na história dos comics norte-americanos : um casal criador de tiras diárias e dominicais. Em 1.967, Jerry e Hale apresentaram para o King Features Syndicate, Captain Kate, aventuras de uma mulher, capitão de um barco, no Caribe do século XVIII, entre piratas e bucaneiros. Marcada por lances românticos e a busca constante de aventuras, Captain Kate manteve-se por mais de cinco anos, e chegou a ser publicada no Brasil, inclusive em formato de revista, com o título de Capitão Carmen.
RELEMBRANDO .......... Cisco Kid Parte II De II
Salinas, que admite devotar uma admiração ilimitada por Hal Foster, é um
artista autodidata, de estilo muito pessoal, dotado de grande talento. Seu
traço, que lembra o dos grandes ilustradores do século XIX, dá vida, no
quadro limitado de casos de uma tira diária, a toda uma sequência de
personagens pitorescas.
Sua utilização das sombras, das contraluzes, é admirável e o encadeamento do movimento narrativo com planos constratados, para muitos garante a dinâmica do relato. O humor e O"Henry ,sua ironia e uma certa piedade em relação aos bandidos e suas tentativas frequentemente infrutíferas de se aproveitar dos bens de outros são fielmente reconstituídos por Rod Reed, e sobretudo, admiravelmente desenhados por Salinas, num moto-perpétuo,os personagens se deslocam em cenário de autêntico realismo.
O deserto, as montanhas, as velhas cidades com seus saloons não têm nenhum segredo para Cisco Kid e seu inseparável Pancho. Cisco Kid é um personagem idealizado, sempre cavalheiresco, mas também dotado de um punho poderoso e de um colt rápido e certeiro. Ele não permanece insensível aos charmes das encantadoras pessoas que o destino põe em seu caminho, e que frequentemente, ele tem de socorrer. Ajudado por seu fiel Pancho, eterno segundo calcado no famoso Sancho Pança, de Cervantes, ele encara aventuras amorosas com alento permanente e uma autêntica alegria de viver. O Cisco Kid de Salinas e Reed é a personificação perfeita do aventureiro romântico,elegante e viril.
Sua utilização das sombras, das contraluzes, é admirável e o encadeamento do movimento narrativo com planos constratados, para muitos garante a dinâmica do relato. O humor e O"Henry ,sua ironia e uma certa piedade em relação aos bandidos e suas tentativas frequentemente infrutíferas de se aproveitar dos bens de outros são fielmente reconstituídos por Rod Reed, e sobretudo, admiravelmente desenhados por Salinas, num moto-perpétuo,os personagens se deslocam em cenário de autêntico realismo.
O deserto, as montanhas, as velhas cidades com seus saloons não têm nenhum segredo para Cisco Kid e seu inseparável Pancho. Cisco Kid é um personagem idealizado, sempre cavalheiresco, mas também dotado de um punho poderoso e de um colt rápido e certeiro. Ele não permanece insensível aos charmes das encantadoras pessoas que o destino põe em seu caminho, e que frequentemente, ele tem de socorrer. Ajudado por seu fiel Pancho, eterno segundo calcado no famoso Sancho Pança, de Cervantes, ele encara aventuras amorosas com alento permanente e uma autêntica alegria de viver. O Cisco Kid de Salinas e Reed é a personificação perfeita do aventureiro romântico,elegante e viril.
As Histórias em Quadrinhos - A Serviço da Alfabetização e do ajuste da Personalidade,na Opinião de Professores e Cientistas - Parte II de III
Pois tanto o "Times" como o "Manchester Guardian", se ocuparam de
assuntos relacionados com as histórias em quadrinhos, tendo o segundo
deles publicado no dia 24 de Outubro de 1.953, um despacho procedente de York, Grã-Bretanha, nos seguintes termos : O reverendo Marcus Morris
declarou que é uma tolice os pais condenarem indiscriminadamente os 400
milhões de exemplares de revistas de histórias em quadrinhos editados no
País.
Falando no Festival do Lar e da Família, da "união das Mães", o Reverendo Morris acentuou que a maioria das crianças lê duas ou três revistas de histórias em quadrinhos por semana."Estas revistas " - acrescentou "preenchem a necessidade que tem a mente infantil de histórias de ação e de aventuras, concentradas em torno da figura de um herói".
As revistas de histórias em quadrinhos, são usadas em várias escolas como "ponte de leitura ", isto é, as gravuras removem a maior dificuldade no ensino da leitura,ou seja, o desinteresse pelos temas dos livros na alfabetização.
E o Reverendo Morris esclareceu : " As revistas de histórias em quadrinhos pelo menos ensinam, a muitas crianças, que são incapazes de leituras mais compactas, alguns fatos sobre História ,Biografias e Ciências. Os pais deveriam deixar de insistir numa censura negativa,ao invés disso, deveriam demonstrar um interesse positivo pelo que leem seus filhos. Deveriam escolher histórias em quadrinhos nas quais os temas das narrativas são elevados , e, além disso, onde nem todos os vilões são estrangeiros.... A violência e a aventura existem na Bíblia, em Shakespeare, em Sir Walter Scott e em Stevenson,em em não menor grau do que nas histórias em quadrinhos americanas e nas histórias vitorianas de demônios e vampiros." Até aqui, o que foi divulgado pelo " Manchester Guardian ", registrando as declarações do Reverendo Marcus Morris.
Falando no Festival do Lar e da Família, da "união das Mães", o Reverendo Morris acentuou que a maioria das crianças lê duas ou três revistas de histórias em quadrinhos por semana."Estas revistas " - acrescentou "preenchem a necessidade que tem a mente infantil de histórias de ação e de aventuras, concentradas em torno da figura de um herói".
As revistas de histórias em quadrinhos, são usadas em várias escolas como "ponte de leitura ", isto é, as gravuras removem a maior dificuldade no ensino da leitura,ou seja, o desinteresse pelos temas dos livros na alfabetização.
E o Reverendo Morris esclareceu : " As revistas de histórias em quadrinhos pelo menos ensinam, a muitas crianças, que são incapazes de leituras mais compactas, alguns fatos sobre História ,Biografias e Ciências. Os pais deveriam deixar de insistir numa censura negativa,ao invés disso, deveriam demonstrar um interesse positivo pelo que leem seus filhos. Deveriam escolher histórias em quadrinhos nas quais os temas das narrativas são elevados , e, além disso, onde nem todos os vilões são estrangeiros.... A violência e a aventura existem na Bíblia, em Shakespeare, em Sir Walter Scott e em Stevenson,em em não menor grau do que nas histórias em quadrinhos americanas e nas histórias vitorianas de demônios e vampiros." Até aqui, o que foi divulgado pelo " Manchester Guardian ", registrando as declarações do Reverendo Marcus Morris.
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