segunda-feira, 11 de setembro de 2017

" O Reizinho " - The Little King ..........RELEMBRANDO .

Nas páginas do New York Magazin aparecia pela primeira vez em 1.934, um personagem humorístico que iria ser um sucesso mundial até hoje. O Reizinho, criado por Otto Soglow, conta as gags de um Rei e seus seviçais, embora os demais personagens dialoguem , o Reizinho sempre age, mas nunca fala.



No Brasil, sua publicação se dava nas páginas centrais das revistas Guri, Gibi Mensal , Globo Juvenil Mensal Mirim e outros . Soglow, falecido em 1.975,criara outro personagem, o Gozado Sentinela (Sentinel Louvie), que complementava a página do Reizinho. Série humorística criada em 1.935. Publicado no Brasil pelo Suplemento Juvenil entre 1.936 e 1.938.



 OTTO SOGLOW - Numa entrevista durante os dias díficeis da Segunda Guerra Mundial,Winston Churchill, declarou que para descansar das tensões diárias, gostava de ver os filmes dos Irmãos Marx e ler as histórias de Little King ("O Reizinho " ), criada por um desenhista de humor, Otto Soglow, em 1.931.



 Little King, primeiro apareceu nas páginas do New York em 1.934. O King Features Syndicate abriu uma página dominical para Soglow, que além das histórias de Little King, completava o espaço com Sentinel Louvie (Gozado Sentinela ). Com um traço simples, quase geométrico, nunca utilizando os balloons, Soglow manteve o Reizinho em sucesso até sua morte, quando a história foi desativada.



Narrativas ingênuas, marcadas pela inocência quase pueril do personagem, Little King possuía, entretanto um poder de comunicação sem idades, conquistando tanto as crianças como os adultos. Sem dúvida, Little King marcou uma época nos quadrinhos e a criação de personagens como Wizard of Id , de John hart e Brant Parker e o Califa Harun El Pusah ( e seu vizinho Iznogud) ,de Goscinny e Tabary.

"Homem Animal " ...... RELEMBRANDO

A revista Strange Adventures nº 180 (Setembro de 1.965), chegou ás bancas com a seguinte pergunta estampada na capa : " Eu posso correr como um tigre ... nadar como um leão-marinho .... ter a força de um gorila ... mas, sou bom o suficiente para sobreviver a este pesadelo ??" . O homem cheio de dúvidas era um caçador chamado Buddy, e sua história , contada naquela edição de Strange Adventures foi desenhada por Carmine Infantino. Ali, Buddy ganhou o dom de copiar e reproduzir as habilidades e características de animais ao seu redor, aparentemente devido á explosão de uma nave alienígena perto dele. Ao fim da trama, após derrotar um monstro extraterrestre, seus poderes desapareceram.



Contudo.... esse não foi o término de carreira do caçador chamado Buddy. Seu sucesso foi suficiente para que ele voltasse, 4 numeros mais tarde, na aventura intitulada " O Retorno do Homem com Poderes Animais" (ilustrada por Gil Kane), onde Buddy derrotava um bando de aliens que inadvertidamente tinham desestimulado seus poderes, tornando-o um super herói completo no processo.



Buddy, passando a se vestir como "Homem Animal ", fez,então , mais três aparições em Strange Adventures (Nº 190,195 e 201), antes de cair novamente no limbo do esquecimento. Mas o argumentista Gerry Conway tinha uma queda pelo Homem Animal, com poderes animais e o trouxe de volta muitos anos depois, em maio de 1.980, como convidado especial na Revista Wonder Woman (Mulher Maravilha), números 267 e 268 . Nessas duas histórias, Buddy , finalmente ganhou um sobrenome : Baker.



O Homem Animal voltou, mas não despertou tanto interesse a ponto de conseguir um espaço definitivo no universo. Entretanto, Marv Wolfman leu a aventura da Mulher Maravilha, com Buddy Baker e decidiu escalá-lo para ser um dos membros dos Heróis Esquecidos, uma equipe de superseres que apareceu ´pela primeira vez na revista Action Comics .552. Finalmente em 1.988, o escritor britânico Grant Morrison conseguiu obter sucesso onde tantos outros falharam, deu um estilo a Buddy Baker, que o tornou interessante o suficiente para conquistar o público leitor . Hoje, Morrison e a equipe de criação do Homem Animal nos oferecem algumas das histórias mais envolventes e inovadoras da industria de quadrinhos..

"Calamity Jane ,uma mulher de muitas histórias " ......... RELEMBRANDO ...............Parte ..... I ..... de ....... II .......

A história de Calamity Jane ( no Brasil, Jane Calamidade ) é realmente uma lenda, pois,assim como as mais antigas fábulas, possui várias versões. O mistério começa com sua origem. Alguns afirmam que ela nasceu em Illinois, Missouri: outros em Fort Laramie, Wyoming, mas segundo depoimento da própria Jane, seu nascimento se deu no dia Primeiro de Maio de 1.852, em Princeton, Montana. O nome verdadeiro de Calamity Jane era Martha Canary ( ou Cannaray ) Burk. Ela era a mais velha de uma família de cinco irmãos.



Segundo os ditos do Velho Oeste, seu pai teve várias ocupações e sua mãe era cafetina de um bordel onde os homens se "divertiam" com as garotas. Quando ficou orfã, aos quinze anos, ela foi trabalhar como garçonete num acampamento de beira de estrada que percorria diversas cidades. Durante esse tempo, passou a frequentar lugares pouco recomendáveis para uma menina de sua idade. Mas Calamity gostava mesmo era de se vestir como um homem, cavalgando pelas planícies para ir nos acampamentos do exército.



Calamity Jane foi uma das poucas mulheres a obter destaque no mundo dos bandidos e pistoleiros. Ela aprendeu a montar quando tinhas apenas 13 anos. Além disso bebia whisky, fazia cigarros com apenas uma mão, jogava cartas e dava gritos tão potentes quanto os dos índios guerreiros comanches. Sua péssima reputação lhe valeu um lugar no Dicionário das Mulheres Americanas Célebres. Com o passar dos anos, ela montou um espetáculo, chamado "Wild West Show" ( Show do Oeste Selvagem), que aumentou ainda mais a discórdia em torno de seu nome. De acordo com sua autobiografia distribuída antes das apresentações, Calamity Jane teria sido batedora do exército, seguindo ordens do lendário General Custer.



Contudo,não há nenhum registro militar relatando sua participação nas batalhas contra os cheyennes e sioux. Para aumentar ainda mais a confusão, ela afirmava que os grandes feitos de Wild Bill Hickok (outro grande nome do Velho Oeste), eram seus também , pois além de ter sido sua amante, foi também sua assistente. Mas os fãs de Hickok descartam essa história dizendo que Calamity Jane só se encontrava com ele nos saloons. O possível romance entre Calamity Jane e Wild Bill Hickok ainda voltaria a tona em 1.941, quando uma mulher chamada Jane Hickok McCormick revelou a existência de uma certidão de casamento entre Wild Bill Hickok e Jane Canary Burk, e disse ser filha do famoso casal.

" Branca de Neve e os Sete Anões " .....RELEMBRANDO

Há muitos e muitos anos, havia um Rei que mandava e desmandava sobre todos os súditos do seu Reino. Ele tinha uma filha que se chamava Branca de Neve, e a quem todos amavam pela bondade do seu coração. Nada perturbava a felicidade daquele mundo até que a ele chegou uma estrangeira, mulher de extraordinária beleza, que tomou conta do coração do Rei e nele ocupou o lugar da mãe de Branca de Neve, a Rainha que falecera quando esta era ainda pequena.



O egoísmo e a maldade da nova Rainha transformavam em desgraçados todos os até então felizes habitantes daquele país. E Branca de Neve-cuja formosura aumentava á medida que os anos passavam- foi o alvo da inveja de sua cruel madrasta. Em certo dia radioso de primavera, a Rainha se fechou em seus aposentos, onde guardava um espelho encantado, e depois de se contemplar por algum tempo, perguntou-lhe qual era a mulher mais bela de seu Reino. E o espelho respondeu : " Branca de Neve é a mais bela ". A Rainha.dominada pela ira ....



Esta história de Branca de Neve, contada assim ou de modo diferente, há mais de 100 anos vem passando de boca em boca, de geração em geração, algumas vezes com exagero , outras vezes melhoradas - sempre, porém , repassada do mesmo espírito de candura, e de compaixão pela pobre menina que nascera princesa, mas que tanto sofria por culpa da madrasta.....



Por muitos e muitos anos, quase todas as histórias infantis, as da Carocinha ou as do Arco da Velha, quase sempre tiveram a madrasta para pagar o pato.... Com o advento das histórias em quadrinhos, houve uma transformação quase radical. Certamente que entramos em plena democracia, e era natural que desaparecessem Reis e Princesas, anões e feiticeiros, nos contos infantis. Estávamos na época da eletricidade.



Não era possível,assim, continuar com excessivas fantasias e irrealidades e, terminando-se com as fantasias de certas histórias, terminavam-se também, as campanhas contra as madrastas, que a verdade é que madrasta é uma segunda mãe- e sendo mãe, não merece o epiteto de malvada, sempre recebido. Nas histórias em quadrinhos da época moderna "essa questão de família" não entra em jogo. Graças a Deus.... nas histórias em quadrinhos modernas há muito tiro que não mata ninguém, há muito bandido de brincadeira que substitui feiticeiras, há muito mocinho que substitui os principes.... mas voltando á Branca de Neve .Eis a história aqui, muito antiga, sim, mas modernizada para o gênero dos quadrinhos.



" O Correio do Czar " ...... RELEMBRANDO

Através das estepes sem fim, transpondo montanhas e afrontando perigos incontáveis, um jovem vigoroso e resoluto, segue rumo a Sibéria longínqua. Lá em Irkutsk, a vida do próprio Grão-Duque, o irmão do soberano de todas as Rússias se acha ameaçada pelos tártaros ferozes. E aquele jovem destemido fora incumbido de levar a Sua Alteza, importante missão. Seu nome :Miguel Strogoff. Seu posto - Correio do Czar. Miguel Strogoff é um personagem imaginário, criado pelo romancista científico francês Julio Verne.

De espírito engenhosamente inventivo, esse grande escritor, universalmente conhecido e, foi, a bem dizer, um "profeta", pois algumas de suas obras - por exemplo "Vinte Mil léguas Submarinas" e "A Volta ao Mundo em 80 Dias" - atraentes, ao mesmo tempo que instrutivas, anteciparam acontecimentos desfrutados pela humanidade.

Em Miguel Strogoff, conta-nos Julio Verne os feitos heróicos de um jovem oficial russo dedicado de corpo e alma á Patria e ao seu soberano. Cumprindo difícil e arriscada missão, a fim de impedir a ocupação de uma parte do imenso território russo pelas hordas tártaras, Miguel Strogoff leva emoção em emoção até a vitória final, conquistada a poder de grandes´sofrimentos. Já em 1.215 Tamurchin, o "Gênio Bárbaro", eleito "Khan" (chefe) dos autocratas mongóis sob o nome de "Genghis" (Imperador Celeste), depois da conquista de Pequim , resolveu voltar as suas vistas para o Oeste.

Nesse tempo,existia um imenso reino muçulmano chamado Khorezm, reunindo o Turquestão, o Afeganistão e a Pérsia. Genghis Khan teria preferido negociar com essa gente,em vez de guerreá-la, mas seus emissários foram trucidados em Otrar no ano de 1.218, e a guerra se tornou inevitável. Vitorioso, Genghis Khan, posto em fuga o Xá, continuaram os mongóis a sua marcha, atravessando o norte do Irã, até a Transcauscácia.

Os georgianos tentaram resistir, mas fora esmagados em combate. Avançando cada vez mais os mongóis, atravessaram o Caucaso, chegando as estepes do Don e aos país de cumanos (antigo povo turco). Príncipes russos foram em auxílio dos cumanos, travando ás margens do rio Kalka, uma batalha depois da qual os tártaros retrocederam, desaparecendo temporariamente da Rússia, mais tarde essas invasões se repetiram e os tártaros (ou mongóis), tiveram importantíssimo papel na história da Russia. Inspirado, sem dúvida, nos fatos concernentes a esse período da formação do império moscovita, Julio Verne escreveu Miguel Strogoff.

"Daniel Boone " - Famoso Aventureiro.. ..RELEMBRANDO ......Parte ...I ... de ... IV

Quando se viaja para o Estado norte-americano de Kentucky, em determinado ponto divisa-se um grande monumento erigido para perpetuar a memória de um grande homem. Na peça compacta de marmore que forma a base do monumento, lê-se o seguinte : " Daniel Boone- Nascido em 1.734, Morto em 1.820." Se mergulharmos nos arquivos da história não podemos deixar de sentir orgulho ao refletirmos na vida de Daniel Boone, o primeiro americano que através de sacrifícios sem conta e de um acendrado amor á Pátria desbravou um boa parte do sertão. Daniel Boone nasceu em Penna, a cerca de 15 kilometros de Reading, que hoje em dia é uma moderna e progressista cidade americana.



O pai dele era um inglês de Devonshire, chamado Squire Boone- sendo Squire um nome e não um título. O nome da mãe era Morgan , de origem Galense. Os dois ramos da família dele eram "Quakers", atraídos a Pennsilvânia pela fama de William Penn e dos seus associados "Quakers". Daniel Boone tinha 10 irmãos de ambos os sexos. Um foi morto pelos índios e os outros lograram viver até as avançadas idades, de 83 a 91 anos.



A família permaneceu pouco tempo na pennsilvânia . Ouvindo falar de uma região nova , situada ao sul e que era considerada um paraíso para a caça e de solo fertilíssimo, os Boones logo formularam planos para se mudarem para lá. Assim, quando Daniel tinha 17 anos, a família se transferiu com todos os seus pertences para o Condado de Yadkin, na Carolina do Norte. Yadkin ficava na parte noroeste do Estado, nas encostas dos Monte Azuis.



Na época a que nos referimos, era ainda um território virgem e abundante em caça. Embora o jovem Daniel fosse propriamente um agricultor, dedicava a espingarda, o mesmo tempo que a enxada. A caça não se destinava somente a alimentação, mas também ao vestuário, feito com as peles dos animais selvagens abatidos. De todos os caçadores da região o mais notável era Boone pela segurança do tiro.



Ao atingirem a idade adulta, os índios causavam grandes dificuldades em todas as fronteiras do Oeste. Para expulsar os intrusos viera o General Braddock da Virginia com um exército composto de ingleses e de colonos. Braddocck era destemido, mas pouco experiente na luta contra os selvagens. Um rapaz natural da Virginia, chamado George Washington e que estava no comando dos colonos, tentou mostrar-lhe o perigo, mas não houve tempo para que os ingleses se capacitassem da situação.

" Coringa " ........... RELEMBRANDO

Criado por Jerry Robinson, Bill Finger e Bob Kane, o Coringa é o inimigo mais imprevisível e impiedoso que Batman já enfrentou. Psicopata, ele mata qualquer um, inclusive seus próprios associados.-sem o menor aviso, apenas por diversão. Os repórteres de Gotham City há muito tempo pararam de se referir a ele como o Palhaço Príncipe do Crime, pois já perceberam que não há nada de engraçado no Coringa. A história que precede o primeiro encontro do Coringa com Batman e a Polícia de Gotham é nebulosa, pois sua insanidade impede que ele mesmo se lembre de sua vida passada.



Anos atrás o Coringa era um comediante fracassado, arrasado pela morte da esposa. Certo dia, ele acompanhou uma quadrilha de criminosos em um assalto a uma industria química. Seus cúmplices foram baleados pela polícia e ele, disfarçado com um capuz vermelho, mergulhou num tonel de resíduos químicos a fim de escapar á perseguição do Homem Morcego. O infeliz comediante foi parar na margem de um rio, onde descobriu que a estranha mistura de substância havia deixado sua pele branca como giz, os cabelos verdes e seus músculos faciais contraídos num sorriso constante.



O choque da transformação foi tremendo e ele perdeu totalmente a sanidade. Tornando-se, a partir daquele momento, o Coringa. Independente de quais eventos possam realmente ser creditados ao Arlequim das Artimanhas, ele se autodenominou o "inimigo número 1" de Batman, o egocentríco Coringa considera ter encontrado um oponente digno de sua genialidade criminosa.



Para ele superar, o intelecto do Cavaleiro das Trevas dá muito mais prazer, do que simplesmente assassína-lo. Infelizmente,essa "cortesia" não se estende aos amigos e aliados do Homem Morcego. Ao invadir o lar do Comissário Gordon, o vilão baleou e aleijou, Barbara Gordon, a ex-Batmoça, paralisando-a permanentemente da cintura para baixo; Vários meses depois, ele assassinou Jason Todd, o segundo Robin,quando Batman e seu companheiro desvendaram seu plano de vender armas nucleares a terroristas iranianos.



Apesar de sua insanidade-ou talvez por causa dela, o Coringa é ,sem dúvida,o mais brilhante oponente do Homem Morcego. Ele não confia em ninguém e rapidamente extermina aqueles que são tolos o bastante para confiar em suas palavras. Frequentemente organiza seus crimes baseado em temas ou padrões ocultos que só o Batman, após anos de experência, é capaz de decifrar. Toda vez que é capturado, no entanto, sua instabilidade mental o mantém fora do sistema penitenciário e ele é entregue a custódia do Asilo Arkham, do qual invariavelmente escapa.